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Histórico-Artístico

QUINTA DA PENHA VERDE

Serra de Sintra

Património indexado como valor fundamental da Paisagem Cultural de Sintra

A entrada da Quinta da Penha Verde encontra-se precedida por um desenvolto pórtico maneirista por frontão encimado a pedra de armas dos Castro, ao qual se sobrepõe, óculo vazado. Segue-se um pequeno jardim de estar setecentista que enquadra e antecede a mansão. O palacete insere-se – apesar do seu classicismo formal – no contexto da arquitetura áulica de raiz vernacular. A sua planta atual resulta, no entanto, de várias campanhas de obras ali efetuadas, quer por D. Álvaro de Castro, ainda no século XVI, quer, sobretudo, nos séculos XVII e XVIII que absorveram a pequena casa erigida por D. João de Castro, em cerca de 1535.

Ao longo da propriedade, verdadeiro locus amoenus onde a natureza se sobrepõe à arquitetura, criou-se um espaço propício ao prazer e simplicidade da vida campestre, onde se encontram dispersos pavilhões, fontanários, estátuas, cruzeiros e, inclusive, inscrições em sânscrito que, segundo a tradição, foram trazidas do Oriente pelo próprio D. João de Castro. O vice-rei, num alto e desafogado cume, fez erguer em 1543 a capela de Nossa Senhora do Monte que terá sido projetada por Francisco de Holanda. Esta capelinha de planta centralizada, encontra-se interiormente envolvida por elegantes colunas e capitéis de fino lavor que suportam a cúpula.

Para além desta pequena joia do Renascimento nacional, existem na Quinta duas outras capelas, também circulares, mas já maneiristas e obra de D. Francisco de Castro, neto do vice-rei: uma devotada a São João Baptista; e a de Santa Catarina, padroeira dos Castro. Destacando-se ainda nos seus luxuriantes jardins e bosque duas fontes, igualmente datadas do século XVII.

QUINTA DA PENHA VERDE (Estate)

Serra de Sintra (Sintra Mountain Range)

Heritage of fundamental value of the Cultural Landscape of Sintra

At the entrance to the Quinta da Penha Verde stands an elegant mannerist portico surmounted by a stone pediment bearing the coat-of-arms of the Castro family under an open oculus. This is followed by a small 18th century leisure garden in front of the mansion. Notwithstanding its formal classicism, this small palace comprises an example of aulic architecture of vernacular origin. Its current layout, however, is the result of several projects carried out by Álvaro de Castro, in the 16th century, but also, and particularly, in the 17th and 18th centuries.

The property as a whole has succeeded in creating a space conducive to the pleasure and simplicity of country life in the form of a true locus amoenus in which architecture is trumped by nature. It contains a scattering of pavilions, fountains, statues, crosses and even inscriptions in Sanskrit that, according to tradition, were brought from the Orient by João de Castro himself. The viceroy erected the chapel of Nossa Senhora do Monte (Our Lady of the Mount) in 1543 to the design of Francisco de Holanda, on a high, ridge with unobstructed views. The interior of this small chapel with its centralised design is encircled by elegant columns and its cupola is supported by richly sculpted capitals.

In addition to this small jewel of the national Renaissance, the estate has another two chapels, both of which circular, but in the mannerist style. They were commissioned by the viceroy’s grandson Francisco de Castro. One of them is devoted to Saint John the Baptist. The other is in honour of Santa Catarina (Saint Catherine) as the patron saint of the Castro family. Reference should also be made to its lush gardens and woodland and two fountains dating from the 17th century.