O Hotel Central, situado em plano centro histórico da vila de Sintra, é uma construção de finais do século XIX, de fachada principal virada para a Praça da República, tendo na sua proximidade a Nordeste o Palácio Nacional de Sintra e a Sul, o edifício do Café Paris, adossado, comunicando-se pelo seu interior.

 Este Hotel de referência histórica era um dos locais mais frequentados pela aristocracia e burguesia lisboetas, que vinham até Sintra apreciar toda a beleza da paisagem romântica.

De arquitetura civil oitocentista, com a sua fachada principal revestida de azulejos policromos padronizados, de produção industrial, terminando em mansarda, apresentando o nome do hotel escrito em capitulares.

De estrutura em alvenaria mista e rebocada, embasamento, pilastras e molduras dos vãos em calcário; mármore no pavimento da esplanada e tijoleira nos pavimentos interiores; madeira nas portas, janelas e corrimão da escadaria, sendo o pavimento da sala das refeições em corticite; tetos em estuque e telha cerâmica de canudo e placas em escama na mansarda.

Segundo um importante jornal – A Voz de Sintra – em julho de 1919, informa que, “…o antigo Hotel Central…” foi comprado pelo Sr. Ulrich Frei, tornando-se o seu novo proprietário. Este senhor Frei vinha de Lisboa, onde já era proprietário de estabelecimentos ligados à indústria hoteleira, ramo, no qual tinha bastante experiência. Com profundo conhecimento desta indústria, fez do Hotel Central, o mais importante estabelecimento hoteleiro de Sintra, depois da grande transformação e remodelação, excedendo em comodidades e bom serviço, todos outros estabelecimentos congéneres. Este Hotel terá tido novo proprietário, o Sr. António de Jesus Raio na década de 30 do Século XX, conforme prospeto de informação turística, dessa época, escrito em inglês.

Por volta de 1977 o Hotel Central foi ocupado por portugueses retornados vindos das ex-colónias africanas, até que o seu proprietário adquiriu a totalidade do edifício a N, tendo realizado diversas obras de remodelação, onde foi aberto um “bar”. 

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