Arquitetura Áulica

O Palácio Nacional de Sintra, pela sua dimensão e importância, assume-se como uma das memórias histórico-artísticas de maior relevo no conjunto dos monumentos que constituem a Paisagem Cultural de Sintra. O sincretismo entre património natural e monumental e a harmonia entre si estabelecida valeu-lhe a integração na classificação da UNESCO como Património Mundial – Paisagem Cultural desde 1995.

O Bolo de Noiva foi a denominação que os habitantes da vila de Sintra utilizaram para definir aquela estrutura irreal que se erguia não muito longe do palácio dos Reis. Cenograficamente, nunca nada se tinha visto que se lhe pudesse comparar. É certo que os vários palácios como Monserrate ou a Pena, resultado do período romântico, apresentavam-se merecedores de obras de arte por si próprias, encantando eruditos e analfabetos. Contudo, a nova quinta do milionário Dr. António Augusto de Carvalho Monteiro era algo de diferente. 

Victor Carlos Sassetti nasceu em Sintra, no dia 20 de Outubro de 1851. Ao longo da sua vida, “foi proprietário e capitalista homem de grande atividade e muito inteligente, trabalhador prestimoso e de afabilidade que encantava, Victor Sassetti foi um caráter extremamente bondoso e de tal pureza, que a todos inspirava respeito e simpatias” (in Diário de Notícias, 07 de Dezembro de 1915, p. 2).

A partir da segunda metade do século XIX os países mais desenvolvidos da Europa, sobretudo a Inglaterra e a França, onde a revolução industrial estava perfeitamente instalada e consolidada, reformara os principais conceitos estéticos do romantismo e deu-se início a uma nova vaga de vanguardas nas mais diversas áreas: desde a pintura à arquitetura, passando pela escultura. A arquitetura do ferro, consequência direta do acelerado desenvolvimento industrial, destacou-se pelo impacto que teve nas sociedades europeias, tanto ao nível estético como ao nível económico. 

A História da Quinta da Penha Verde remonta ao primeiro quartel do século XVI, quando D. Manuel I doou a Quinta da Fonte de El-Rei, que, mais tarde, tomou a designação de Quinta da Penha Verde, a D. João de Castro, filho do Governador da Casa do Cível e Vedor da Fazenda, D. Álvaro de Castro, e de D. Leonor de Noronha. Nos vários séculos seguintes, a propriedade da Penha Verde continuou ligada à família dos Castros que, mais tarde, se uniram à família Saldanha Ribafria.

Terá sido, pois, na esteira do novo “espírito” que João Carlos Gregório Domingos Vicente Francisco de Saldanha de Oliveira e Daun (Lisboa, 17 de Novembro de 1790 – Londres, 20 de Novembro de 1876), nono filho do Conde de Rio Maior e neto do Marquês de Pombal, foi 1.º Conde, 1.º Marquês e 1.º Duque de Saldanha e completou a sua brilhante carreira militar – que iniciara recusando-se a servir a bandeira tricolor – como marechal, foi, igualmente político e diplomata notável, foi revoltoso e protagonista da Saldanhada.

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